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01/06/2026 às 18:57 // .

“MAGNIFICAT HUMANITAS”

Desde o início do seu pontificado, o Papa Leão XIV, já trazia em sua bagagem de vida como missionário por vários anos no Perú, os clamores dos povos oprimidos, que retratam os rostos sofridos do povo latino-americano. Em sua primeira exortação Apostólica DILEXIT TE, apresenta e “conclui com um forte apelo à conversão pessoal e comunitária: “O amor cristão supera todas as barreiras, aproxima os que estão distantes, une os estranhos, torna familiares os inimigos, atravessa abismos humanamente insuperáveis.” E recorda que cada gesto de cuidado é prolongamento da caridade de Cristo: “Quer através do vosso trabalho, quer através do vosso empenho em mudar as estruturas injustas, quer através daquele gesto simples e próximo, será possível que aquele pobre sinta serem para ele as palavras de Jesus: ‘Eu te amei’.”

A Exortação Apostólica Dilexi te é, portanto, um marco inaugural do pontificado de Leão XIV e um convite vigoroso à Igreja inteira para reacender o amor evangélico, construindo um mundo mais fraterno, justo e compassivo, onde o rosto de Cristo seja reconhecido nos pobres.”

Depois de fazer várias viagens missionárias, escutar muitas pessoas do povo e peritos, conhecer a realidade global, ele tem a síntese histórica e os desafios da atualidade. Por isso, retomando Papa Leão XIII, na encíclica Rerum Novarum, ele agora publica, pontuando e atualizando os desafios emergentes, a Encíclica que “intitula-se "Magnifica Humanitas" – Humanidade Magnífica -  Promulgada em 25 de maio de 2026, a carta aborda o impacto da Inteligência Artificial (IA) na sociedade e marca os 135 anos da histórica encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII. 

O documento de formação matemática e profundo alcance ético foca nos seguintes pilares:

  • Ética e Trabalho: O Papa alerta para os riscos de exclusão social e econômica, destacando que a automação deve proteger os empregos e focar na requalificação para valorizar a capacidade humana. 

  • Novas Formas de Escravidão: Condena a exploração e o descarte de trabalhadores na cadeia produtiva, como na extração de minerais de "terras raras" necessários para as tecnologias atuais. 

  • Uso Militar: Alerta contra sistemas de armas que operam sem a supervisão direta e juízo de valor de analistas humanos, classificando a delegação de decisões de vida ou morte a máquinas como uma desumanização da guerra. 

  • Regulamentação e Controle: Pede que governos e líderes políticos promovam maior regulação, classificando a IA (Inteligência Artificial) como a principal questão social do século 21. 

O alerta que o Papa Leão XIV nos quer fazer: “A Magnífica Humanidade criada por Deus encontra-se hoje perante uma escolha decisiva: erguer uma nova torre de Babel ou construir a cidade onde Deus e a humanidade habitam juntos. Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada. Sobre cada época, porém, paira o risco de construir um mundo desumano e mais injusto. Ali onde a humanidade corre o perigo de perder a sua identidade, nós, cristãos, erguemos os olhos para o Deus feito carne, sabendo que «o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente». Em Jesus Cristo, esta magnífica humanidade torna-se o Caminho, a Verdade e a Vida, abrindo a cada um de nós a via para crescermos até à plenitude.

A técnica não deve ser considerada, em si mesma, como uma força antagónica em relação à pessoa: pelo contrário, está enraizada na nossa história desde o início, na medida em que é «um dado profundamente humano, ligado à autonomia e à liberdade do homem».  Ao longo dos séculos, o desenvolvimento tecnológico contribuiu para uma melhoria significativa das condições de vida da humanidade; ao mesmo tempo, cada fase do progresso também revelou o lado ambíguo de instrumentos que, quando não orientados para o bem, são capazes de causar danos. Hoje, no entanto, estamos diante de uma situação nova, em que o poder e a disseminação das tecnologias emergentes se inserem no curso da vida quotidiana, moldam os processos de decisão e incidem profundamente no imaginário coletivo: «Nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma». As novas tecnologias abrem um horizonte alargado em direções que, embora imagináveis, não podemos ainda antever plenamente. Isto torna mais complexo avaliar o seu impacto, bem como os efeitos a longo prazo sobre a dignidade das pessoas e o bem comum.”

Cuidemos da vida, protejamos a vida com critério e discernimento, lembrando de que todos somos imagens e semelhança de Deus, portanto sempre estaremos ligados a Ele e não podemos viver uma vida alheia a esta dimensão e origem da nossa vida. É preciso inovar e investir sobre o alicerce que já está posto: Deus! Que ele não fique fora de nossos projetos e da nossa história para não cairmos no caos. Leia a Encíclica!

Ir. Marisa Inêz Mosena