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Campanha Janeiro Roxo combate desinformação sobre a hanseníase

15/01/2026 às 10:49 // Informações.

Campanha chama atenção para informação correta, diagnóstico precoce e combate ao preconceito

Janeiro é o mês do Janeiro Roxo, campanha nacional de conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda registra números expressivos no país. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos, atrás apenas da Índia.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase é transmitida principalmente pelas vias respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram o tratamento. Os sinais mais comuns incluem manchas claras ou avermelhadas na pele, geralmente acompanhadas de perda de sensibilidade, além de possível comprometimento dos nervos periféricos.

A enfermeira Andrea Tavares, da Cuidare Alphaville Pernambuco, avalia que a desinformação ainda é um dos principais obstáculos no enfrentamento da doença. “O receio de falar sobre o tema faz com que muitos pacientes adiem a busca por atendimento, o que agrava o quadro clínico”, explica.

Confira abaixo sete mitos frequentes sobre a hanseníase — e o que a ciência já esclareceu:

1. A hanseníase é transmitida por objetos ou contato casual
Não é verdade. O compartilhamento de roupas, talheres ou utensílios não transmite a doença. Essa crença levou, no passado, a práticas de isolamento hoje consideradas inadequadas.

2. A transmissão acontece com facilidade
Mito. A infecção exige convivência próxima e prolongada, geralmente no mesmo domicílio, com uma pessoa sem tratamento.

3. A hanseníase é hereditária
Não. A doença não passa de pais para filhos por herança genética. A transmissão ocorre apenas pelas vias respiratórias.

4. Não existe tratamento eficaz
Falso. A hanseníase tem tratamento e cura. O esquema terapêutico utiliza antibióticos que eliminam o bacilo causador da doença.

5. Pessoas com hanseníase devem ser afastadas do convívio social
Mito. Após o início do tratamento, o paciente pode manter a vida social e familiar normalmente, sem necessidade de isolamento.

6. A hanseníase não tem cura
Não procede. Quando o tratamento é realizado corretamente, a doença é curada, evitando sequelas e complicações.

7. Quem está em tratamento continua transmitindo a doença
Mito. Após as primeiras semanas de tratamento, o paciente deixa de transmitir a hanseníase, embora o uso dos medicamentos deva seguir pelo período indicado.

O tratamento da hanseníase é gratuito e está disponível na rede pública de saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Informação de qualidade e acesso precoce ao atendimento seguem sendo os principais aliados no controle da doença.

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