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Barão atravessa Paris com Barbara Martinbianco em uma das maiores maratonas do mundo

29/04/2026 às 19:00 // Esportes.

A rotina de trabalho das 7h às 17h nunca impediu Barbara Martinbianco, 31 anos, de manter um compromisso firme com a corrida. Natural de Barão, ela construiu ao longo de uma década o hábito de treinar nas ruas do município e da região, conciliando disciplina com uma agenda constante de provas. “Sempre tento ter alguma corrida no calendário. Isso ajuda a manter o foco e a constância”, resume.

A participação na Maratona de Paris 2026 não estava nos planos iniciais. A viagem para a Europa havia sido organizada com outro propósito: cumprir uma promessa feita à mãe, levando-a para conhecer os campos de tulipas na Holanda após um período difícil vivido pela família. As passagens foram compradas sem qualquer relação com a corrida. O encontro com a maratona veio depois, quase por acaso. Ao descobrir que a prova aconteceria exatamente nos dias em que estaria em Paris, Barbara não hesitou. “Se eu não fizesse essa maratona, iria me sentir culpada pelo resto da vida”, relata.

O desafio, no entanto, foi imediato. A inscrição só foi confirmada em janeiro, o que deixou menos de três meses para preparação específica para os 42 quilômetros. Até então, os treinos eram conduzidos de forma independente, mas a exigência da prova levou a uma mudança de postura: acompanhamento com treinador, planilhas estruturadas, orientação nutricional e cuidados intensivos com fisioterapia e recuperação muscular passaram a fazer parte da rotina.

A progressão dos treinos seguiu o aumento gradual da quilometragem, chegando aos 36 quilômetros. Mesmo com organização e preparo, um imprevisto trouxe insegurança às vésperas da prova: uma lesão muscular a um mês da largada exigiu tratamento imediato e colocou em dúvida a participação. Ainda assim, Barbara seguiu o planejamento, conciliando recuperação física com a responsabilidade de cuidar da mãe durante a viagem.

No dia da corrida o cenário apresentou novos desafios. O frio intenso, o mais rigoroso da viagem, contrastava com a energia de uma prova que reuniu cerca de 60 mil corredores. A largada, organizada por blocos, teve início próximo ao Arco do Triunfo, seguindo pela Champs-Élysées e passando por pontos icônicos da cidade, como o Museu do Louvre e a Praça da Bastilha.

Foi nesse ambiente que a experiência ganhou um significado inesperado. Ao longo do percurso, Barbara relata que, em diversos momentos, sentiu-se genuinamente feliz. A presença constante do público, as bandas ao longo do trajeto e o incentivo vindo de todos os lados transformaram o esforço em algo leve, mesmo diante da exigência física. “Tem gente acenando o tempo todo, bandas tocando, pessoas chamando pelo nome. É diferente de tudo”, descreve, reforçando que não imaginava que a prova seria tão prazerosa quanto foi.

A partir da metade da corrida, quando o percurso se afasta do centro e o cansaço começa a pesar, o desafio passa a ser também mental. Ainda assim, a sensação construída ao longo da prova ajudou a sustentar o ritmo. “A maratona começa mesmo depois do quilômetro 21”, afirma, ao destacar a importância de manter a concentração e o controle emocional nos trechos mais exigentes.

O momento mais marcante veio na reta final. A chegada, cercada por várias pessoas formando um corredor humano, transformou os últimos metros em um cenário de emoção intensa. “Os últimos quilômetros são muito difíceis, mas todo mundo está ali incentivando. Quando colocaram a medalha, ali eu senti que realmente tinha chegado”, conta.

A conquista teve reflexo direto na forma como Barbara enxerga seus próprios limites. Completar a maratona representou superar uma barreira que antes parecia distante. “Era uma distância que eu achava impossível. Quando você vê, está correndo 42 quilômetros. Isso mostra que, com paciência e disciplina, dá para alcançar o que parece inalcançável.”

O apoio da família esteve presente em todos os momentos. O pai comemorou a conquista, o irmão acompanhou à distância e se emocionou, e as mensagens recebidas após a prova reforçaram o significado do resultado.

Com novos objetivos já definidos, Barbara segue mantendo a constância nos treinos, agora com metas próximas, como a meia maratona de Porto Alegre. O sonho de participar das maiores maratonas do mundo, que antes parecia distante, passa a ser tratado como um projeto possível, construído passo a passo.

Para quem pensa em começar, o conselho é simples e direto: não esperar pelas condições ideais. “Começa com o que tem, com as roupas e acessórios que estiverem disponíveis, e pode ser caminhando primeiro, depois corre. O importante é ter vontade e constância. O resto vem com o tempo.”

 

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