Jornal Ação de Barão/RS.


28/07/2026 às 18:58 // Agricultura.
O desfile de tratores, caminhões e máquinas agrícolas que tomou as ruas de General Neto Alto no sábado (25) mostrou a força de uma atividade que acompanha a história de Barão. Nesta terça-feira, 28 de julho, o Dia do Agricultor amplia esse reconhecimento e chama a atenção para a realidade de quem precisa conciliar conhecimento, tecnologia e trabalho com fatores que permanecem fora de seu controle, como o clima e os preços de mercado.
Em manifestação pela data, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) destacou que ser agricultor exige conhecer o tempo da terra, observar o céu, planejar cada cultivo e tomar decisões diante de condições que nem sempre podem ser controladas. A entidade também ressaltou a combinação entre os saberes transmitidos pelas famílias e as novas formas de produzir.
Em Barão, essa transformação pode ser percebida na passagem do trabalho predominantemente manual para propriedades mais mecanizadas e produtivas. Máquinas, equipamentos, acesso ao crédito e novas tecnologias mudaram a rotina no campo, reduziram parte do esforço físico e permitiram ampliar a produção. Os avanços, entretanto, convivem com dificuldades antigas e atuais: custos elevados, preços instáveis e safras sujeitas às condições climáticas.
Essa realidade foi apresentada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barão, João Haas, na primeira reportagem do especial “30 anos da agricultura de Barão”, produzido pelo Jornal Ação. Ao relembrar as últimas três décadas, Haas destacou a evolução tecnológica e o aumento da capacidade produtiva, mas também apontou que a permanência das famílias na agricultura continua dependendo de condições econômicas que garantam renda a quem produz.
A história recente do município também pode ser observada nas celebrações do Dia do Colono e do Motorista. Em General Neto Alto, a edição realizada no sábado reuniu cerca de 1.400 pessoas e contou com o desfile de 82 veículos, entre tratores, caminhões e máquinas. A presença desses equipamentos ao lado de elementos preservados pela tradição ajuda a contar, de forma concreta, como o trabalho rural mudou ao longo das gerações.
Carroças, tratores e caminhões representam períodos diferentes de uma mesma história local. As carroças lembram o tempo em que a força humana e animal sustentava grande parte do trabalho. Os tratores e as máquinas mostram uma agricultura que incorporou tecnologia, ganhou produtividade e passou a exigir também gestão, planejamento e investimento.
O Dia do Agricultor reconhece, portanto, homens e mulheres que mantêm propriedades em atividade, produzem alimentos e participam diretamente da economia de Barão. São famílias que acumulam conhecimento sobre a terra, adaptam a produção às novas exigências e continuam trabalhando mesmo diante das incertezas de cada safra.
Ao longo das próximas reportagens do especial “30 anos da agricultura de Barão”, o Jornal Ação apresentará produtores e agroindústrias familiares para mostrar como a tecnologia, a sucessão familiar, a comercialização e as mudanças no consumo estão redesenhando o campo no município.
Imagem: Reprodução/FETAG-RS
Texto: Rita Santos para o Jornal Ação

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