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Corsan reforça monitoramento de obras e abastecimento em meio aos temporais no RS

06/08/2026 às 22:16 // Informações.

Em meio aos alertas de temporais, granizo e fortes rajadas de vento no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, 6 de agosto, a Corsan acionou seu plano de contingência para reduzir possíveis impactos sobre o abastecimento de água e os sistemas de esgotamento sanitário. Em outra iniciativa, a companhia anunciou um investimento de R$ 2,8 milhões no acompanhamento técnico e digital de obras realizadas no Estado.

As medidas são aplicadas em situações diferentes, mas partem do mesmo princípio: acompanhar estruturas, serviços e intervenções com dados atualizados para identificar problemas com rapidez. Durante eventos climáticos, esse controle orienta a distribuição de equipes e equipamentos. Nas obras, permite verificar diariamente a execução dos contratos e exigir correções quando o serviço não atende aos padrões técnicos.

Plano prevê equipes, geradores e caminhões-pipa

A mobilização ocorre durante a passagem de um ciclone extratropical em rápida intensificação sobre o Atlântico Sul. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o fenômeno mantém condições para tempestades, granizo e ventos fortes na Região Sul. Para sexta-feira (7), estão previstos vendavais no centro-leste gaúcho e queda acentuada das temperaturas.

Na noite desta quinta-feira, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantinha alertas ativos para diferentes regiões do Estado, incluindo áreas da Serra.

Diante desse cenário, equipes operacionais da Corsan foram posicionadas nas regiões consideradas de maior risco. Veículos, equipamentos e materiais também foram preparados para atender eventuais ocorrências.

Um dos principais riscos para o abastecimento durante temporais é a interrupção do fornecimento de energia elétrica. Bombas, estações de tratamento e reservatórios dependem de eletricidade para funcionar. A operação da companhia possui aproximadamente 4 mil pontos de alimentação elétrica, o que exige a definição de prioridades quando diferentes unidades são afetadas simultaneamente.

Nessas situações, a Corsan pode deslocar geradores para estruturas consideradas essenciais. Os equipamentos oferecem funcionamento temporário e ajudam a manter ou restabelecer os sistemas enquanto o fornecimento regular de energia não é normalizado.

Em ocorrências mais complexas, também está previsto o acionamento de caminhões-pipa, com prioridade para as localidades mais atingidas, conforme avaliação das equipes técnicas.

“O Rio Grande do Sul viveu eventos climáticos que mostraram a importância da preparação. Hoje contamos com protocolos consolidados, monitoramento permanente, equipes treinadas e recursos pensados para reduzir impactos e restabelecer os serviços com a maior agilidade possível”, afirma o diretor executivo da Corsan, José João de Jesus da Fonseca.

De acordo com a companhia, o plano foi desenvolvido e aperfeiçoado a partir das enchentes de 2024 e de outros eventos extremos ocorridos no Estado. O documento estabelece responsabilidades, protocolos operacionais e procedimentos para mobilizar pessoas e equipamentos antes da chegada dos temporais.

Fiscalização digital acompanha obras diariamente

O monitoramento também foi ampliado nos canteiros de obras. A Corsan destinou R$ 2,8 milhões à contratação de empresas especializadas para acompanhar intervenções de saneamento realizadas em diferentes regiões gaúchas.

Equipes terceirizadas passam a registrar diretamente no local as medições, a evolução dos serviços, a localização das intervenções e eventuais irregularidades. As informações são enviadas para uma plataforma digital e formam o diário oficial de cada obra, com fotografias, registros técnicos e histórico das atividades executadas.

A fiscalização abrange etapas que interferem diretamente na durabilidade do serviço, como a compactação do solo e a recomposição do pavimento após a abertura das vias. Também são verificados possíveis desvios em relação ao projeto original. Quando uma falha é encontrada, o registro é encaminhado à empresa responsável para correção.

Atualmente, 28 laboratoristas terceirizados atuam nesse acompanhamento em cerca de 35 municípios. O trabalho está concentrado principalmente nas frentes de expansão das redes de esgotamento sanitário.

“Esse modelo une o olhar técnico de quem está no campo com a agilidade da tecnologia. Conseguimos verificar em tempo real a qualidade da execução, o atendimento aos procedimentos operacionais e a aderência aos padrões técnicos exigidos em cada etapa”, explica o coordenador de engenharia da Corsan, Bruno Biazetto.

Controle ganha importância diante das metas de saneamento

Segundo a Corsan, a cobertura de coleta e tratamento de esgoto nos municípios atendidos pela companhia passou de 19% para aproximadamente 30% desde o início da operação privada, em 2023. A meta é chegar a 90% até 2033, conforme determina o Marco Legal do Saneamento.

O avanço das redes exige velocidade, planejamento e fiscalização. Obras executadas sem o devido controle podem provocar retrabalho, atrasos, problemas na recomposição das ruas e aumento dos custos. O registro digital cria um histórico verificável de cada intervenção e permite que falhas sejam identificadas enquanto os serviços ainda estão em andamento.

Nos períodos de instabilidade climática, a mesma capacidade de acompanhar informações e antecipar decisões ajuda a direcionar recursos para os pontos mais vulneráveis. Para a população, o resultado esperado é a redução do tempo de resposta diante de interrupções e maior controle sobre a qualidade das obras realizadas nos municípios.

Canais de atendimento

Ocorrências e pedidos de informações podem ser encaminhados pelos seguintes canais:

  • Aplicativo Corsan;

  • Agência Virtual: www.corsan.com.br;

  • WhatsApp e Central de Relacionamento: 0800 646 6444.

 

 

Imagem: Divulgação Corsan.
Texto: Rita Santos para o Jornal Ação.

 

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